"Deve haver um dia em que a sociedade, como os indivíduos, chegue à maioridade." - Alexandre Herculano
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Índíce de salvação do Planeta
Atualmente o petróleo está fortemente suportado pelo seu valor de mercado. Este valor por sua vez parece encontrar-se muito alto tendo em conta o valor real.
Felizmente, por outro lado, o valor real das energias renováveis parece ser bem mais promissor, tão promissor ao ponto de dar fortes esperanças de existir potencial para a subida dos níveis da sua procura para níveis superiores aos da procura do petróleo.
Para que este potencial gerador de procura seja aproveitado de forma significativa talvez precisemos de levar as empresas produtoras de energias renováveis a financiarem-se nos mercados financeiros, combatendo frente a frente com o petróleo.
Este combate deve ser feito com a consciência de que a obsolescência do petróleo em relação às energias renováveis tende a ser cada vez maior e que por isso o valor real do petróleo tende também ele próprio a ser menor. Ao verificar-se tudo isto, a afetação do valor de mercado do petróleo, devido à diminuição da procura que daí advém, torna-se a consequência mais natural.
O que acontece atualmente é que a maioria das grandes empresas que oferecem soluções energéticas sustentáveis já são financiadas nos mercados, no entanto acontece também que nenhuma dessas empresas isoladamente tem realmente impacto no preço do petróleo, já que por trás deste está não uma mas um conjunto de empresas.
Assim sendo, e como resposta, talvez seja interessante pensar-se na criação de um novo Índice, à semelhança por exemplo do Dow Jones Industrial Average, mas que faça englobar o conjunto das empresas mais promissoras na área das energias renováveis.
Do ponto de vista do investidor, e numa fase inicial, a principal razão para investir neste Índice seria o facto das perspetivas de retorno em termos percentuais serem tendencialmente maiores do que as de investimento no petróleo, embora em termos de volume de mercado estejamos a falar de valores muito baixos e por isso o capital investido tenha que ser tendencialmente menor.
Do ponto de vista das empresas haverá certamente também grandes vantagens na adesão ao Índice, uma vez que o financiamento lhes facilitará escalar o mercado com maior robustez.
E tudo isto porquê?
Porque o que queremos não é petróleo mais apetecível por estar mais barato, mas sim um petróleo mais barato por ser obsoleto, tão obsoleto que explorá-lo seja um negócio pouco rentável.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
As agências de rating
Nem sempre concordo com José Gomes Ferreira, mas desta vez tenho que reconhecer que muito do que diz está correcto.
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