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domingo, 9 de junho de 2013

Obama de asas queimadas

Talvez sejam os problemas de uma estrutura que permanece imóvel independentemente de quem ocupe o lugar, mas parece que a queda deste presidente pode vir a depender mais dos vícios herdados do seu predecessor que dos seus próprios erros. Segurança e Privacidade. Afinal a linha já fora traçada na areia.

a ver (fonte): 

quinta-feira, 15 de março de 2012

A Liberdade do Otelo

Ontem em Santa Comba Dão, Otelo Saraiva de Carvalho disse várias coisas.
Uma delas e a mais polémica na minha opinião foi, o defender um Golpe de Estado,  que retome a soberania devido à intervenção da Troika.
Surgem-me várias questões:´
1.ª Será que se fosse outra pessoa ou de outra àrea política, não teria um processo em cima. Parece-me que num Estado de Direito apelar à insurreição armada, mesmo no âmbito da liberdade de expressão é um pouco demais.
2.ª O perdão de pena que recebeu, também pode ser posto em causa. Uma vez que este senhor foi dirigente de uma organização que matou pessoas após o 25 de Abril.
3.º Como contribuinte revolta-me este senhor receber uma pensão paga com os meus impostos.

Se este senhor é um defensor da Liberdade eu vou ali e já venho.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A consciência liberal do extremismo.

Há uma hipocrisia subjacente aos governos no Ocidente e na comunicação social em torno dos extremismos.
(e tenho estado maravilhado com os cartoonistas do the Guardian)

Denunciar um extremismo sem cair numa caricatura de um grupo específico pareceu até a pouco tempo politicamente incorrecto, após a extrema direita europeia ter inventado e feito cair um falso tabu sobre o islão. Um terrorista para ser terrorista tinha de ser muçulmano. (Aliás a política do medo necessita geralmente de um inimigo suficientemente vago e pouco conhecido da generalidade da população a assustar para que se torne quase mítico) A comunicação social adaptou-se a isso, e a direita generalista acabou por aceitar esses talking points absurdos chamados de "defesa dos ideais europeus" quando na sua essência colocam eles mesmos em causa: não presumindo a inocência, falsamente generalizando, isolando ainda mais as minorias, fazendo políticas erradas de integração baseadas em nos mesmos estereótipos, rotulando comunidades... Tanto erro numa política de procura desse nicho de votos (e de mercado) que graças a esta situação tem proliferado pela Europa a tal ponto que se sente com impunidade para fazer o que aconteceu na Noruega.

E por isso começou tudo por culpar o suspeito do costume...

O extremismo é hoje um problema mais complexo do que o simples associar um grupo a um comportamento. Parte desse problema deve-se exactamente a essa abordagem. E não é só terrorismo, ou violência, ou seja o que for. Polarização política para nichos de votos de gente mal informada e claramente não-democrática prejudica todo o funcionamento das instituições e da sociedade em geral. Nos EUA o problema cada vez foge mais ao controlo.

Perdemos a razão quando achamos que os inimigos das sociedades livres são só aqueles que se opõem fundamentalmente à liberdade em si, e esquecemos que as sociedades livres dão-lhes o direito de se opor. Isto resulta num paradoxo, cuja ausência de resolução permite o proliferar mais extremismos. (see no extremism, hear no extremism, speak no extremism) Que pode uma democracia fazer com os seus membros anti-democratas?

Mas não sejamos naíves, a democracia não subsistirá sem democratas. Mais, sem uma educação para a democracia continuaremos a ter um tecido social politicamente inconsciente, culturalmente inepto, e produtor de extremismos e ignorantes, nas minorias e nas minorias. Sem uma educação para a democracia não conseguiremos integrar as minorias, principalmente as de origem muçulmana, e promover os tais valores europeus. Não é a pura existência de liberdade de expressão e opinião, de voto e associação que se justificará por si mesma, sem que saibamos usar estes mecanismos para se justificarem. Mais, estes mecanismos, sem a bagagem ética necessária, operarão contra si mesmos.

E há muito mais, uma verdadeira integração passa pela promoção das minorias, pela reforma do sistema de justiça e principalmente o prisional, pela própria liberdade económica, entre outros. Mas essencialmente é a educação, que tanto às minorias como às maiorias ensina e transmite o património comum dos valores, e a memória colectiva do ocidente. Educação para a produtividade económica, para a competitividade, para a ciência é óptimo. Mas isso também a China e o Irão o podem fazer. O que destingiria o Ocidente dos outros é a educação para a democracia, a educação para a res publica. O que distinguiria o Ocidente dos outros é que no Ocidente não haveriam outros, mas sempre um "nós" colectivo e político, igual nas oportunidades e perante a lei.

E quanto aos liberais: saibam destingir o trigo do joio. Liberalismo não é nem Geert Wilders nem Tea Party. É a impunidade com que estes grupos se movem que permite acontecer o que aconteceu. A consciência do liberal espera-se desperta para estar do lado certo da História.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

The bigger picture


The news coverage of the Norway mass-killings was fact-free conjecture



"Some remained scarily defiant in the face of the new unfolding reality. On Saturday morning I saw a Fox News anchor tell former US diplomat John Bolton that Norwegian police were saying this appeared to be an Oklahoma-style attack, then ask him how that squared with his earlier assessment that al-Qaida were involved. He was sceptical. It was still too early to leap to conclusions, he said. We should wait for all the facts before rushing to judgment. In other words: assume it's the Muslims until it starts to look like it isn't – at which point, continue to assume it's them anyway"


nem mais
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2011/jul/24/charlie-brooker-norway-mass-killings
(A imagem é do artigo do the guardian)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bin Laden is dead (II)

http://www.alde.eu/press/press-and-release-news/press-release/article/guy-verhofstadt-the-end-of-a-decade-of-terror-37362/


Guy Verhofstadt: the end of a decade of terror

After having heard the news of the death of Osama bin Laden, Guy Verhofstadt, President of the ALDE Group in the European Parliament, felt relief. Verhofstadt was President of the European Council back in 2001 when 9/11 took place. In the name of the European Union he called these attacks "barbaric".

02/05/2011

After having heard the news of the death of Osama bin Laden, Guy Verhofstadt, President of the ALDE Group in the European Parliament, felt relief. Verhofstadt was President of the European Council back in 2001 when 9/11 took place. In the name of the European Union he called these attacks "barbaric".
Guy Verhofstadt: "In the first place I look back and deeply regret the many victims that have succumbed under the reckless and unjustifiable violence of Osama bin Laden and Al Qaeda. The terrorist attacks of 9/11, as well as in London, Madrid and so many other places were all barbaric through their  discriminate nature and scale. Although I am glad Osama bin Laden is now neutralised, and Al Qaeda decapitated, it is nevertheless a regrettable that bin Laden does not have to appear in front of the International Criminal Court and cannot be held to account for all these atrocities.
"I truly hope that the death of bin Laden means the end of a decade of terror and terrorism. Following the ten years of hope after the collapse of the Soviet-Union, we lived through ten years of fear, which resulted in a movement of more nationalism and exclusion. With the democratic revolutions in the Arab world and now the end of Osama bin Laden, a new decade of hope has started."
"Now it is absolutely necessary not to create a new generation of people frustrated by the attitude of the Western world. There is only one way to achieve this: support without hesitation the people in the Arab world that are fighting for freedom and democracy. We must not listen to those who are warning of looming chaos following the demise of dictatorships. Dictators do not bring stability but terror. The international community must take its responsibility and clearly support the people in Syria, Libya, Bahrain, Yemen and other countries and set itself unequivocally in opposition to the indiscriminate repression of their populations. 2011 must be the year to restore hope in the future."

Bin Laden is dead