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"Deve haver um dia em que a sociedade, como os indivíduos, chegue à maioridade." - Alexandre Herculano
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domingo, 9 de junho de 2013
Obama de asas queimadas
Talvez sejam os problemas de uma estrutura que permanece imóvel independentemente de quem ocupe o lugar, mas parece que a queda deste presidente pode vir a depender mais dos vícios herdados do seu predecessor que dos seus próprios erros. Segurança e Privacidade. Afinal a linha já fora traçada na areia.
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sexta-feira, 15 de março de 2013
Hungria, Voting Rights Act e a reforma da UE
Gostaria
de sublinhar dois acontecimentos em dois continentes diferentes que,
na minha opinião, são pertinentes para o debate alargado sobre o
federalismo. O supremo tribunal norte-americano ouviu nas
últimas semanas os
argumentos sobre a constitucionalidade do Voting Rights Act de1965,
discutindo-se, após uma eleição em que a prática recorrente dos
estados alterarem para fins políticos os métodos e logísticas do
processo mais uma vez me deixou boquiaberto como habitante do velho
continente, até que ponto tem o estado federal direito a intervir na
regulação desses mesmos problemas, pelo menos em estados com
historial de repressão do voto das minorias, para garantir o direito
fundamental ao voto.
Na
Hungria, a direita passou uma reforma constitucional sobre uma nova
constituição que à pouco tempo entrara em vigor (e da parte destes
mesmos suspeitos) que
parece reverter o progresso que a pouco e pouco as democracias
ocidentais procuram, e cristalizar os seus partidos e seus vícios no
aparelho de estado, enquanto
a contestação da União Europeia não se cristaliza de uma forma
legal de forma a subverter as reformas "anti-democráticas"
com base num princípio de garantia de direitos fundamentais a uma
escala supranacional. Mas
a direita húngara retorquirá que tais reformas garantem a
estabilidade e a prosperidade.
Deveria
ter um estado membro da UE direito a passar democraticamente
restrições a direitos fundamentais, ou leis que revertem o
progresso dos direitos cívicos e cristalizam o nepotismo no aparelho
de estado, indo contra não só os princípios de good
governance
da UE, os critérios de Copenhaga que a Hungria teve de cumprir para
entrar na UE, e a carta fundamental dos direitos da UE, ou deveriam
existir instituições federais ao nível da UE que subvertessem tais
decisões estaduais caso elas neguem aos cidadãos húngaros direitos
garantidos enquanto cidadãos europeus, como ocorre nos EUA?
Mas
outra angústia me leva a sublinhar esta questão. A
imperatividade de "mais Europa" tem sido, pela força das
circunstâncias, discutida no plano económico, mas não se deverá
reduzir o debate a tais condições. Acredito fundamentalmente que a
prosperidade dos europeus não depende única e simplesmente do
bem-estar económico, e parece-me uma loucura reduzir a política
europeia à necessidade de uma economia forte, embora necessária,
visto que se nos convencermos que o o estado e as instituições
estatais apenas se justificam para garantirem essa dimensão,
facilmente nos esqueceremos que a coisa pública também serve para
garantir as liberdades (que
em parte sustentam essa mesma prosperidade económica).
Se
todo o debate se centrar na garantia de uma segurança económica e
esquecer as liberdades, ou não passar por discutir como, pela
Europa, podemos aumentar essa mesma segurança com
aprofundamento
e garantia das liberdades, não
correremos o risco de aceitar perder essas mesmas garantias para
alcançar uma prosperidade, então bastante perversa? E não será
por isso ainda mais imperativo que a reforma passe por tais garantias
ao nível federal, para que esses debates tenham sempre um limite
constitucional ao que se pode abdicar pela prosperidade a nível
estadual?
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
West Wing - Ten Word Answers
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Financial Disaster Tourism
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| Exclusive - Michael Lewis Extended Interview Pt. 2 | ||||
| www.thedailyshow.com | ||||
| ||||
sábado, 6 de agosto de 2011
BREAKING NEWS: S&P downgrades US credit rating
A Standard & Poor's decidiu fazer «downgrade» do «credit rating» dos EUA de AAA para AA+.
Ver aqui.
Passar o tecto de dívida com um acordo bastante vago e muito pouco sólido não foi o suficiente (ver também aqui). Pagar a dívida no curto prazo com nova dívida não foi suficiente.
Com níveis de dívida e défice extremamente elevados, problemas com a sua infraestrutura, também os Estados Unidos enfrentam a necessidade de fazer reformas estruturais, que incluem potenciais cortes quer na Defesa (o que pode ter impacto na Europa), quer na Segurança Social.
Aguarda-se o que farão a Fitch ou a Moody's.
Ver aqui.
Passar o tecto de dívida com um acordo bastante vago e muito pouco sólido não foi o suficiente (ver também aqui). Pagar a dívida no curto prazo com nova dívida não foi suficiente.
Com níveis de dívida e défice extremamente elevados, problemas com a sua infraestrutura, também os Estados Unidos enfrentam a necessidade de fazer reformas estruturais, que incluem potenciais cortes quer na Defesa (o que pode ter impacto na Europa), quer na Segurança Social.
Aguarda-se o que farão a Fitch ou a Moody's.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Os mercados não acalmam (V)
A Moody's colocou os EUA sob «vigilância negativa». A Standard & Poor's também o fez. (Ver, por exemplo, aqui e aqui.) E não o fizeram por a Moody's ter recebido lixo nos seus escritórios em Paris ou por «hackers» terem deitado abaixo o «site» da Moody's. Fizeram-no por causa das lutas no Congresso americano relativamente ao «debt ceiling». O «tecto de dívida» é a quantidade máxima que o Governo americano pode pedir emprestada, definida por lei). Há um risco de que não se passe uma nova lei a tempo, e isso aumenta o risco de incumprimento.
Continuarão, claro, as acusações de tratamento favorável aos EUA, apesar destes avisos da Moody's e da Standard & Poor's. E a colocação dos EUA sob «vigilância negativa» por parte de duas agências de «rating», por sinal americanas, será menosprezada por aqueles que insistam em visões anti-americanistas da crise das dívidas soberanas. Decerto encontrarão racionalizações para incluir mais este «facto» na sua narrativa de «guerra económica» entre os EUA e a Europa e na qual a China, ao que parece, é uma aliada europeia.
Afinal, a agência de «rating» chinesa Dagong Global Credit Ratings Co. cortou recentemente o «rating» da dívida dos EUA. Ora, a China investiu fortemente em dívida dos EUA, estando agora, naturalmente, preocupada em ter retorno do seu investimento. Vê com grande apreensão as lutas no Congresso relativamente ao «debt ceiling», e também não deve gostar particularmente da ideia de lhe pagarem com dinheiro inflacionado.
Nada de mais natural até aqui. E quem quiser contratar a agência de «rating» chinesa, pode certamente fazê-lo. Mas tudo o que se passa aqui é que os investidores que mais investiram em dívida americana são também aqueles que se encontram mais expostos a qualquer problema com o retorno dessa dívida. Não significa que a China tenha passado a ser uma «aliada» da Europa numa «guerra económica» com os EUA que, verdadeiramente, não existe.
O que existe é uma crise de dívida soberana que tem repercussões na Europa, nos EUA, e na própria China. Isto porque o sistema financeiro é global, e há uma interligação entre todos estes países. O que significa que é no interesse de todos eles manter o sistema financeiro estável. E isto implica que é no interesse de todos que não haja colapsos na Europa, nos EUA e na própria China. Porque esses colapsos teriam repercussões extremamente negativas a nível global, levando a consequências sociais explosivas.
Espicaçar sentimentos anti-americanos, anti-europeus ou anti-chineses de forma massiva, espevitando sentimentos de medo, não ajuda em nada a resolver a crise das dívidas soberanas. Procurar bodes expiatórios para erros internos não nos ajuda a resolver esses erros. Tentar continuar a viver uma ilusão de riqueza não torna essa riqueza real, não nos põe de novo a crescer, e não nos livra do peso terrível da dívida em excesso que se foi acumulando.
Longe de qualquer sentimento de regozijo, preocupa-me bastante que o Congresso americano não se entenda quanto à passagem do «debt ceiling». Da mesma forma que me preocupa que na Europa não nos consigamos unir e responder de forma clara e concertada ao problema. Ou que já haja preocupações relativamente à dívida pública chinesa.
Continuarão, claro, as acusações de tratamento favorável aos EUA, apesar destes avisos da Moody's e da Standard & Poor's. E a colocação dos EUA sob «vigilância negativa» por parte de duas agências de «rating», por sinal americanas, será menosprezada por aqueles que insistam em visões anti-americanistas da crise das dívidas soberanas. Decerto encontrarão racionalizações para incluir mais este «facto» na sua narrativa de «guerra económica» entre os EUA e a Europa e na qual a China, ao que parece, é uma aliada europeia.
Afinal, a agência de «rating» chinesa Dagong Global Credit Ratings Co. cortou recentemente o «rating» da dívida dos EUA. Ora, a China investiu fortemente em dívida dos EUA, estando agora, naturalmente, preocupada em ter retorno do seu investimento. Vê com grande apreensão as lutas no Congresso relativamente ao «debt ceiling», e também não deve gostar particularmente da ideia de lhe pagarem com dinheiro inflacionado.
Nada de mais natural até aqui. E quem quiser contratar a agência de «rating» chinesa, pode certamente fazê-lo. Mas tudo o que se passa aqui é que os investidores que mais investiram em dívida americana são também aqueles que se encontram mais expostos a qualquer problema com o retorno dessa dívida. Não significa que a China tenha passado a ser uma «aliada» da Europa numa «guerra económica» com os EUA que, verdadeiramente, não existe.
O que existe é uma crise de dívida soberana que tem repercussões na Europa, nos EUA, e na própria China. Isto porque o sistema financeiro é global, e há uma interligação entre todos estes países. O que significa que é no interesse de todos eles manter o sistema financeiro estável. E isto implica que é no interesse de todos que não haja colapsos na Europa, nos EUA e na própria China. Porque esses colapsos teriam repercussões extremamente negativas a nível global, levando a consequências sociais explosivas.
Espicaçar sentimentos anti-americanos, anti-europeus ou anti-chineses de forma massiva, espevitando sentimentos de medo, não ajuda em nada a resolver a crise das dívidas soberanas. Procurar bodes expiatórios para erros internos não nos ajuda a resolver esses erros. Tentar continuar a viver uma ilusão de riqueza não torna essa riqueza real, não nos põe de novo a crescer, e não nos livra do peso terrível da dívida em excesso que se foi acumulando.
Longe de qualquer sentimento de regozijo, preocupa-me bastante que o Congresso americano não se entenda quanto à passagem do «debt ceiling». Da mesma forma que me preocupa que na Europa não nos consigamos unir e responder de forma clara e concertada ao problema. Ou que já haja preocupações relativamente à dívida pública chinesa.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Agências de Rating (III) - Moody's is moody - Parte 2
Há duas questões de conflitos de interesses particularmente relevantes no que toca às agências de «rating»:
- Os detentores do capital da agência de «rating» serem, eles próprios, investidores interessados nas avaliações que a agência faz;
- As agências de «rating» serem pagas pelas empresas que avaliam, e não pelos potenciais investidores (que não detenham capital da agência de «rating»).
Claro que, em geral, um investidor é livre de seguir, ou não, os critérios de avaliação de risco de crédito das agências de «rating». O que pode ajudar o mercado a lidar com estes conflitos de interesses, porque se uma agência de «rating» tiver uma reputação de ser tendenciosa, e de ter uma metodologia de avaliação pouco fidedigna, os investidores terão menos interesse em seguir os pareceres que esta emita.
A questão é que há investidores institucionais que usam, por questões estatutárias, e mesmo legais, os «ratings» de certas agências, não tendo critérios próprios de avaliação de risco de crédito. Isto significa que esses investidores institucionais, bastante importantes, por sinal, têm assim menos liberdade de escolha no que toca a como reagir aos «ratings» das agências de «rating» a que se encontram vinculados: têm de os seguir e acabou-se.
É isto que confere um efeito sistémico relevante aos «ratings» que são emitidos, o facto de haver investidores institucionais, incluindo investidores públicos, que são forçados a seguir os «ratings». Caso estes investidores não tivessem este género de limitações, o impacto sistémico das avaliações seria menor. Mas seria importante que elas fossem substituídas, caso o sejam, por critérios técnicos válidos, e não critérios puramente políticos. Porque ignorar risco de crédito por questões políticas é um jogo muito perigoso.
O BCE vai dispensar as opiniões das agências de «rating» sobre a dívida portuguesa. A questão aqui está em saber porque é que o fez. Pessoalmente, acho que o BCE pode perfeitamente ter critérios próprios para avaliar a dívida. Mas esses critérios devem ser critérios técnicos de qualidade. O BCE não pode ignorar risco de crédito por questões políticas, dado que isso põe em causa o próprio BCE e, portanto, o próprio euro.
***
Há que abordar a questão do oligopólio de agências de «rating» que existe. Seria importante que fosse quebrado, e que existisse mais concorrência no sector. Para que isto aconteça, devem diminuir as barreiras de entrada ao mercado que simplesmente protegem as agências de «rating» actuais.
Isto assunto está impreterivelmente ligado com a regulação das agências de «rating» e, especificamente, sobre o tipo de regulação pública que deve incidir sobre essas agências. Seria possível criar regras de conduta segundo as quais as agências deveriam tornar claras as metodologias que utilizam para aferir o risco de crédito, da mesma forma que, por exemplo, alguém que faz uma sondagem ou um estudo científico deve tornar clara a metodologia que utilizou.
Seria também possível criar regras relativas a conflitos de interesses, embora me pareça que havendo mais agências no mercado, os investidores teriam capacidade para ter em conta o potencial conflito de interesses ao decidirem se seguem, ou não, a avaliação de certa agência. Mas podia-se acabar, de forma mais alargada, com consequências legais automáticas de certa tomada de posição por parte de um agência de «rating» para certos investidores institucionais. Deve haver livre apreciação por parte dos investidores das avaliações a que têm acesso.
***
Não penso que uma agência de «rating» 'europeia' seja solução para o que quer que seja. O que nós precisamos não é de uma agência que seja tendenciosa a favor da Europa. Os «ratings» dessa agência seriam para ignorar, precisamente porque ela não avaliaria «rating» de um ponto de vista técnico relevante, tendo uma preocupação política proteccionista por trás das suas avaliações.
O que nós precisamos é de um mercado de «rating» a funcionar devidamente. Um mercado com variedade de escolha, e em que os investidores possam escolher se usam, ou não, os «ratings» das agências quando fazem os seus investimentos.
***
O João Cardiga diz, a dada altura, num texto aqui neste blogue, que Portugal só precisaria de uma segunda tranche de ajuda internacional se não cumprisse o acordo com a Troika. Mas isso não é necessariamente assim. Há o risco de, mesmo cumprindo o Acordo, Portugal necessitar de ajuda, e esse risco não pode ser ignorado simplesmente por se considerar que é mais provável o cumprimento do Acordo levar a que o risco de ser necessária uma segunda tranche diminua.
Em segundo lugar, refere que as condições institucionais formais em Portugal melhoraram, algo que a própria Moody's refere no relatório. O problema é que, como eu já referi noutros textos, as condições formais valem muito pouco sem acções concretas. E relativamente a acções concretas, tivemos muito poucas. Isto deve ser conjugado quer com o baixíssimo nível de credibilidade que Portugal tem neste momento e, infelizmente, com um nível menor de credibilidade da própria UE e do FMI por causa quer do que tem acontecido na Grécia, quer pela forma como as decisões têm sido tomadas em geral.
Entretanto, enquanto nós temos muito poucas medidas estruturais tomadas, e a nossa credibilidade e da UE/FMI está em baixa, o nosso nível de dívida pública permanece extremamente elevado (acima de 90% do PIB), e o tempo passa. O tempo passa e aproxima-se o tempo de pagar a dívida. E para pagar a dívida temos de tomar medidas concretas, porque só assim teremos condições para pagar a dívida. Só que essas medidas concretas são extremamente complicadas de tomar, tanto que não as conseguimos tomar, apesar de sucessivas promessas, desde há dez anos (para já não falar de antes disso).
***
Os Estados Unidos, apesar das guerras políticas actuais sobre o «debt ceiling», não só continuam a ter o dólar, e este continua a ser a moeda de reserva por excelência a nível global, como também têm um «track record» nos últimos cem anos completamente diferente do «track record» europeu. E mesmo assim, os próprios EUA já tiveram avisos por parte, por exemplo, da Standard & Poor's em relação ao seu «rating».
Claro que eu sei que prever o futuro com base no passado é um problema, mas as reputações criam-se com base em acção passada. São difíceis de criar, mas basta um erro para as arrasar. Os Estados Unidos posicionam-se neste momento, com as suas guerras sobre o «debt ceiling», para cometer esse erro, mas muita gente o considera improvável. Se o cometerem, no entanto, vamos ter uma crise bastante profunda. E a reputação dos EUA, e o seu «rating», vão, usando um eufemismo, sofrer com isso.
Entretanto, a China tem grande interesse em que os EUA não entrem em «default», dados os seus avultados investimentos em dívida americana. Não é por acaso que há uns anos falou de transformar os «special drawing rights» do FMI numa moeda de reserva global. E não me parece por acaso que agora a agência de «rating» chinesa ande a pressionar os EUA para que haja entendimento no Congresso sobre o «debt ceiling».
Esperemos que essa pressão seja bem sucedida a breve trecho, e que o problema com o «debt ceiling» nos EUA seja resolvido.
***
Miguel Duarte, no Speaker's Corner, dá a sua opinião sobre a seguinte pergunta: «Merecem as obrigações da dívida portuguesa um Ba2?»
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Miguel Duarte, no Speaker's Corner, dá a sua opinião sobre a seguinte pergunta: «Merecem as obrigações da dívida portuguesa um Ba2?»
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